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Genésio Alcides Bortolotto: uma vida de trabalho, coragem e dedicação à comunidade

Genésio Alcides Bortolotto nasceu em 14 de setembro de 1947, em Nova Veneza, Santa Catarina. Filho de Ângelo Bortolotto e Tereza Daminelli Bortolotto, cresceu ao lado de seus dez irmãos na localidade onde atualmente está situado o bairro Bortolotto.

Sua família sempre teve forte espírito empreendedor. Seu pai trabalhava no ramo madeireiro e também possuía uma atafona de milho. Genésio trabalhou ao lado dele até o início da vida adulta, adquirindo desde cedo experiência, disposição para o trabalho e o interesse por novos empreendimentos.

Em seu primeiro casamento, com Alvaci Demétrio, Genésio teve três filhas: Vanilda Bortolotto, Valdirene Bortolotto e Viviane Bortolotto.

Nesse período de sua vida, trabalhou na Prefeitura de Nova Veneza, inicialmente como motorista de caminhão. Mais tarde, passou a exercer a função de diretor de Obras do município, atividade que lhe permitiu contribuir diretamente para o crescimento e a infraestrutura de sua terra natal.

Em 1984, movido por seu espírito desbravador e empreendedor, Genésio decidiu arriscar novos caminhos e mudou-se com a família para o estado de Rondônia em busca de novas oportunidades.

Já casado com Idete Carniato Bortolotto, teve os filhos Geruza Carniato Bortolotto e Genésio Alcides Bortolotto Junior. Também foram seus filhos Welber Rodrigues Bortolotto e Michel da Silva Bortolotto.

Durante o período em que viveu em Rondônia, Genésio teve participação importante no desenvolvimento da região. Trabalhou na construção de estradas, linhas de energia, pontes e igrejas, ajudando a estruturar comunidades que ainda estavam em processo de formação.

Na década de 1990, foi um dos idealizadores do projeto de emancipação do município de Cacaulândia. Após a criação do município, foi eleito vereador da primeira legislatura. Em seguida, candidatou-se ao cargo de prefeito, mas não obteve a vitória.

Sua atuação política e comunitária demonstrava uma característica que o acompanhou durante toda a vida: a disposição para participar, colaborar e contribuir com o desenvolvimento dos lugares onde viveu.

Em 1998, Genésio e sua família retornaram para Nova Veneza, onde voltaram a fixar residência no bairro Bortolotto. De volta à sua cidade natal, teve comércio próprio, exerceu a função de secretário municipal de Obras e desenvolveu atividades como representante comercial.

Sua última atividade profissional foi como mestre de obras da Rede Bistek Supermercados, função na qual colocou em prática toda a experiência adquirida ao longo de uma vida dedicada ao trabalho e à construção.

Genésio também manteve forte participação em entidades e iniciativas comunitárias. Foi presidente do grupo de escoteiros, presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Veneza — APAE, presidente do Conselho de Assuntos Econômicos Paroquiais — CAEP e presidente do Grêmio Esportivo Metropolitano, além de participar de diversas outras atividades voltadas à comunidade.

Sereno, calmo e generoso, Genésio era reconhecido como um bom pai, um esposo dedicado e amigo de muitas pessoas. Possuía forte senso comunitário, boa índole e estava sempre disposto a ajudar quem estivesse ao seu redor.

Empreendedor nato e homem de coragem, não temia enfrentar novos desafios. Sua trajetória foi marcada pela capacidade de desbravar caminhos, criar oportunidades e colaborar para o progresso das comunidades de Nova Veneza e Cacaulândia.

Entre seus familiares e amigos, também era conhecido carinhosamente como “Baio”, apelido recebido ainda na infância e que o acompanhou durante toda a vida. Mesmo depois de sua partida, muitas pessoas continuam se lembrando com carinho do amigo Baio e das histórias vividas ao seu lado.

Genésio Alcides Bortolotto faleceu em 3 de setembro de 2012, aos 64 anos, no Hospital São José, em Criciúma. Seu velório foi realizado na Capela Mãe Peregrina, no bairro Bortolotto, e seu sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Nova Veneza.

Genésio deixou um legado de simplicidade, humildade, amizade, trabalho e dedicação à família e à comunidade. Sua história permanece viva nas obras que ajudou a construir, nas entidades das quais participou, no desenvolvimento das cidades onde viveu e, principalmente, na memória de seus familiares e amigos.

“Quem vive em comunidade sempre vive mais feliz. Fazendo sempre a nossa parte, ajudamos com o progresso e o desenvolvimento do lugar onde vivemos.”

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